Tinha prometido a mim mesma que não mais postaria aqui. Promessa não cumprida, como podem perceber. Resolvi escrever um último texto. Um texto de despedida. Despedida do blog. Despedida da faculdade. Despedida de um silêncio.
Na pauta do dia, fortes emoções. É um novo ciclo que se inicia. É um novo ciclo que vem para me fazer feliz. No início da manhã, nervosismo, tremedeira e medo tomavam conta daquela que falava a frente da platéia. Ao mesmo tempo, uma confiança e segurança de quem dominava o tema e sempre foi apaixonada pelo o que faz, falava mais alto e a fazia perceber sua capacidade. De frente pra ela professores, namorado, amigos, avaliadores e orientadora. Por isso o nervosismo, será? Mas ali, faltava alguém. Eu diria "alguéns". Faltava você papai, faltava você, mamãe.
O importante dessa pauta foi a realização. Realização por ver aquelas pessoas assistindo ao meu trabalho. Ver aquelas pessoas torcendo mim. Ver aquelas pessoas. Ver aquela pessoa. E foi através dessa visão que se rompeu o silêncio? Eu digo que não. O silêncio está se rompendo aos poucos e a cada passo. O que já é um passo. E na despedida desse blog - que tantas vezes já reproduziu lágrimas advindas deste silêncio, peço que agora ele grite aos quatro cantos o silêncio que se rompeu.
E é verdade. Este blog acompanhou tantos e tantos momentos de minha vida. Acompanhou conquistas, derrotas, encontros e desencontros. Agora o seu fim acompanha dois fins também especiais. Fins de algo's que ele não viu começar, mas viu e sentiu junto a mim. E é por isso que anuncio o seu fim juntamente a estes acontecimentos. Anuncio o seu fim neste momento único e especial da minha vida. Neste momento em que me torno - realmente - uma jornalista. Neste momento em que meu sorriso enfim, volta a ser completo.
E o fim desses três ciclos faz com que se iniciem mais três. O início de uma carreira, de uma paixão sem fim e de um sucesso que só depende de mim. A retomada de parte da alegria e de algo que faz bem a mim. A criação de um novo blog, com uma nova cara e uma nova aposta. Mas sem deixar de lado a paixão pela escrita. Sabe por quê?
PS: O texto foi escrito no dia 12/12, mas só hoje pude publicar.
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Mara Bianchetti
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E não é que teve que continuar?
Pois não passaram nem dez minutos que eu tinha acabado de escrever o texto do post anterior e o interfone tocou. E a Ismar (me esqueci de contar. Ismar é filha da Sr. Yara, uma graça de pessoa. Uma senhorinha também – com comportamentos especiais) logo anunciou: “É a mamãe”!
Eis que ouço a voz de uma senhora bem disposta e toda entusiasmada adentrando o recinto, me pedindo mil desculpas. Me cumprimentou de uma forma bem mineira, que há tempos eu não via. Me pediu licença, largou as bolsas, deu um beijo na filha, tirou os sapatos e disse: “Vamos lá”! Ali estava eu, desarmada e contente por ter decido espera-la por pouco mais de uma hora. Fui muito bem recebida, servida e respondida – claro!
Que entrevista gostosa! Que bate-papo mineiro! E quanta sabedoria! O jornalismo tem dessas coisas, sabia? Nos proporciona encontros curiosos, contatos interessantes e aprendizados eternos!
Após uma hora e meia de entrevista e algumas poses para o jornal, Yara, gentilmente, me acompanhou até a saída e pediu-me para voltar. Mas não sei se volto... aprendi que um jornalista precisa manter um distanciamento mínimo de suas fontes... aprendi que o relacionamento entre um jornalista e um entrevistado deve ser de cordialidade. Mas vamos ver!
Não sei se volto também, porque foi sair daquela belíssima casa e me deparar com o mundo real. Fui para o ponto de ônibus. Uma rua que não conhecia, a espera de um ônibus desconhecido, com gente desconhecida. Não sou fresca, mas senti medo. Lembra do medo do desconhecido?
E depois de algum tempo, outro ônibus e muito calor vejo-me subindo minha rua, pronta para desembarcar. Como é bom estar em casa!
O lado profissional tem disso – aventuras! E você acha que acabou? Tenho uma fita k7 inteirinha para decupar e uma matétia de 3000 caracteres para criar. Afinal, com toda sua licença, Sr. Yara Tupinambá...
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– “Só um minutinho que eu vou descer até aí pra falar com você”.
Neste momento já percebi que ela não estaria. Santo Deus! O que será que eu fiz para merecer isto? Já é a terceira ou quarta vez seguida que um entrevistado esquece de mim. Acho que vou ter de adotar a tática de mandar-lhes uma mensagem antes do encontro: “Olha, não se esqueça, você marcou comigo hoje às 14:30h”.
Já pensou se fosse eu quem não cumprisse com o combinado? A propósito, acho que não deva ter jornalista que deixe de comparecer a uma entrevista, pois ficamos tão revoltados quando se esquecem de nós... Será que gente famosa ou gente comum mesmo – as fontes – sabem que jornalista cumpre horários, tem compromissos e dead line? Eu por exemplo, trabalho em um jornal mensal, mas não menos conturbado – ainda mais no quesito organização (mas isso é assunto para outro texto).
De qualquer forma, aqui estou eu sentada novamente. Não mais na calçada, mas em uma poltrona agradável, rodeada de peças de arte... só para se ter uma idéia, estou na sala de estar, de onde avisto: 18 quadros – sim, 18. Sem contar a vidraça da porta que é uma pintura de uma índia com peixes no lugar dos seios. Entre santos, cruzes e Espíritos Santos eu vejo dez, exatamente dez. Cavalos são dois, sendo que um possui três cabeças. Vasos de flores são 11. Estantes somam quatro – uma mais linda e rústica que a outra. Tapetes são três. Almofadas 15. Aqueles pratos de parede? Oito. Arco um. Flecha uma. Baú um. Conchas quatro. Porta-retratos cinco. Louças? Mil.
Ah... e tem mais, muito mais. Levaria horas para descrever tudo que vejo. Casa linda, cheia de detalhes, flores e cores. Como a que um dia quero pra mim. Mas acho que ao invés de tantos quadros, vou espalhar jornais pelas paredes, que tal?
Está vendo só Dona Yara Tupinambá, isso que dá marcar com jornalista e não comparecer. Ele sempre dá um jeitinho de encontrar um foco para a notícia. Imagine só a manchete:
- “Artista plástica reúne mais de 80 itens em sua sala de estar”.
... continua na próxima publicação.
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É assim, agora me vejo aqui, sentada em uma calçada, à espera de uma fonte. Casas sofisticadas, arranha-céus, seguranças, pedreiros e alarmes é tudo o que vejo ao meu redor. Vez ou outra um carro, uma combi ou até um ônibus. Pela primeira vez, vim à Villa Paris.
Do alto do morro avisto casebres e puxadinhos, logo abaixo a barragem Santa Lúcia. São os extremos separados pela água. São diferentes realidades que gritam ao nosso olhar. A rua até que é movimentada: ora um carro chique, ora um motorista mal encarado; ora o silêncio; ora o mundo a desabar. Que medo o desconhecido nos traz!
A entrevistada da vez é a Senhora Yara Tupinambá. Na última reunião de pauta sugeri seu nome para o Vozes de Minas e pedi para eu mesma fazer a matéria. Quanto arrependimento! Além de ter sido um custo cruzar meus horários com os dela, agora me vejo aqui, meia hora adiantada, sentada na calçada, torcendo para que logo dê 14:30h.
E o custo que foi para chegar? Nem o fato de vir de carro me facilitou. Perdemos o caminho, passamos duas vezes pelos mesmo lugares, subimos morros estranhos, pedimos informação e encontramos, enfim, uma casa típica de uma artista plástica: muito ornamentada, cheia de flores e grandes objetos decorativos. “É aqui!” – exclamei.
Eis que chega minha vez: 14:20h está de bom tamanho. Também não vou chegar em cima do horário. Preciso mostrar que me programei. Agora vou. Já localizei o interfone e...
“Por favor a Sr. Yara”.
... continua na próxima publicação.
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Ciúme nunca foi um sentimento que eu tivesse apreço. Acho normal namorados terem amigos, acho normal pessoas falarem de seus passados, acho normal uma intriguinha aqui outra ali, mas ciúme ciúme eu nunca aprovei.
E hoje a vida quis me colocar uma prova. Veio com fatos e argumentos suficientes para me mostrar que há determinadas situações em que há motivo sim pra você sentir ciúme.
Já vi namorada que briga com namorado porque o pegou olhando para o lado; já vi namorado brigando com namorada por ter remexido em seu passado; já vi amiga que termina amizade por conta de intrigas da oposição; também já vi filho com ciúme do irmão. Mas nunca vi o que me peguei sentindo.
Como muitos aqui sabem, há quase um ano moro sozinha
Pois bem, hoje me peguei sendo substituída. Assim, me peguei pensando em uma possível substituição – afinal, não quero ser injusta também. Tô sentindo um nó na garganta, sabe? Uma coisa esquisita, um sentimento pesado, uma vontade de chorar muito, muito – muito além do que já chorei. Acho que o danado do ciúme me pegou.
É claro que quando meus pais mudaram de cidade muita coisa mudou, inclusive nosso contato. O nosso amor não mudou, mas novas pessoas entraram em nossas vidas. Sei que para eles também não é nada fácil estar naquela cidade, mas as vezes me pergunto porque é que a vida age assim. Assim, colocando novas pessoas em nossos caminhos e nos fazendo mudar. Mais uma daquelas perguntas que acabam sem resposta, sabe?
Desde o início que eu sabia que tinha gente nova no pedaço e já começava a temer uma proporção maior. E essa proporção aconteceu. Aconteceu e me fez sentir insegura, diminuída, sozinha – eu diria. Sozinha como eu nunca me senti. Talvez seja só um surto de saudade com um misto de ciúme. Ou um surto de ciúme com um misto de saudade. Não sei. Mas dói e eu precisava desabafar. Sabe porquê? Porque eu amo a minha mãe.
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Eu gosto de sonhos, sabe? Aposto neles, gosto deles, me emociono com eles, me baseio um pouco neles! Gosto também de pessoas capazes de sonhar. Pessoas que não desistem de seus ideais e que fazem algo para tornar real aquilo que lhes parece tão distante.
Tem gente que confunde sonho com ilusão, eu sei. Gente que se ilude e gente que critica o outro porque acha que seu sonho não passa de uma ilusão. Sonho é mais que isso. Sonho é mais do que os defeitos humanos, é mais do que qualquer estraga-prazer.
Sonho é vontade de se ter algo, é correr atrás do que se quer... Sonho é sonho. Não importa se é conquistar um diploma de ensino superior ou conhecer a Joelma do Calypso. Sonho é sonho. Eu tenho o(s) meu(s), você tem o(s) seu(s). E é preciso respeitar isso.
Eu respeito. Mais do que respeito, compartilho. Agora mesmo, me peguei no orkut de uma pessoa e encontrei um álbum intitulado assim: “sonho realizado”. Abri e fucei. Fotos lindas, emocionantes mesmo e sabe do que se tratava? Fotos de um show em que a pessoa realizou o sonho de cantar com o Cláudia Leitte. Bacana! Estou certa de que ela correu atrás disso, que ela sonhava sim com isso. Ela trabalha com isso.
Tem sonho pra tudo quanto é gosto, pra tudo quanto é tipo, pra tudo quanto é pessoa. Tem sonho pra mim – e como tem. Já teve também. Eu sonhava que um dia conheceria “o Jammil”; eu sonhava em fazer jornalismo; eu sonhava em pular de bungee jumping; eu sonhava com um amor; eu sonhava em ver meu nome assinando uma matéria de jornal. Eu sonhava – e como sonhava!
Eu ainda sonho. Sonho com muitas coisas. Sonho com meu futuro, com minhas amizades, com a minha profissão. Eu corro atrás dos meus sonhos. Já realizei alguns e espero realizar muitos outros. “E se não for possível?” – alguns de vocês irão perguntar... Se não for possível, minha gente, eu posso até me frustrar, mas não terei deixado de sonhar!
Sonhe você também! Mas não espere o sono chegar para deixar isso acontecer. Planeje, idealize, deslumbre, sonhe. Sem tirar o pé do chão!
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Mara Bianchetti

Há muito que aqui não venho para falar de algo. Preguiça, falta de tempo, de vontade ou de sei lá o quê! Não posso culpar nada nem ninguém. A verdade é que aqui não estive porque me acomodei. Acomodei com a falta de tempo, com a falta de vontade, com a dedicação à monografia e ao Twitter. É, sem ciúmes, vai! É que esse novo modelo de blog ‘caiu como uma luva’ para a dona Mara sem tempo de escrever aqui! Mas hoje eu voltei, olha que coisa boa! Hoje resolvi largar as fitas de entrevistas, os livros da bibliografia, as páginas e páginas de correções para me dedicar a você. Vamos combinar uma coisa, então? Você não me cobra e eu não te cobro, ok?
Andei lendo alguns textos que aqui postei e bateu uma saudade... saudade da infância, da presença de papai e mamãe, dos sonhos, das realizações. É claro que muita coisa permanece, independente do tempo ou da distância, mas algumas, se vão e não voltam jamais. Ruim isto, e bom ao mesmo tempo, claro. Afinal, não é de hoje que sabemos que o homem é feito de lembranças. Sempre e pra sempre!
Lembro-me de quando tudo ainda parecia tão distante. Quando iniciava meu curso de jornalismo sonhando com o futuro. Eu e minhas amigas. Amigas. Amigas que se foram. Uma primeiro, depois a outra. O estudo noturno para ampliar as opções de estágio. Depois a outra, sem condições de continuar. E eu fiquei só. Era só o início dos problemas e, porque não, das soluções. Muito aconteceu em todo esse tempo. E no mês passada foi a reunião da turma para as fotos do convite de formatura. Bateu uma saudade, uma nostalgia, uma vontade de sair correndo e dizer: pára o mundo que eu quero descer! Mas não havia como e eu jamais me prestaria a tal papelão. Senti saudade, tristeza, solidão, mas guardei pra mim e compartilhei com elas, claro! Aí sim me senti amada, como há muito tempo não dava para saber. O tempo passou, as fotos ficaram lindas e o convite já está em fase de produção. Veremos depois o resultado e comemoraremos. Sempre e pra sempre!
Lembro-me do quanto era gostoso estar o tempo todo com vocês. Você papai e você mamãe. Dessas coisas que já descrevi tantas vezes aqui no blog. Sinto saudade também dos ‘puxões de orelha’ – como este que a mamãe acabou de me dar por eu estar no pc. Ai ai, eles não aprendem que a gente cresce e acaba se tornando dono do nosso próprio tempo. A gente dá conta de fazer as coisas num espaço curto de tempo, sabia? Afinal, vida de gente jovem é assim, correria total. Não, não! Não estou chamando vocês de velhos... Vocês são jovens... Sempre e pra sempre!
Lembro-me de quando o nosso namoro começou. E olha que já faz um ano e meio, hein? Exatamente hoje! 1 ano e 6 meses, puxa vida! Lembro-me de você me pedindo em namoro meio desconsertado, falando de Orkut, de meninas – em pleno horário de lanche do estágio. Lembro-me da nossa paixão... do nosso amor. Lembro e vivo, né? Sempre e pra sempre!
Lembro-me de quando nos víamos todos os dias. Da nossa amizade verdadeira, sem fronteiras e sem limites. Lembro do nosso companheirismo, da nossa fidelidade. Coisa que nunca vi igual. Lembro com saudade de tudo o que já vivemos e sentimos uns pelos outros. Lembro do nosso dia-a-dia no CM, de farda e felizes. Lembro da nossa formatura, do nosso baile... lá onde nosso futuro começou e a gente se distanciou. Não porque o carinho diminuiu ou a vontade sumiu, mas porque escolhemos trilhar caminhos diferentes e passamos a ter menos tempo uns para com os outros. Mas o amor continua, a amizade continua. Sempre e pra sempre!
Lembro de tanta coisa. Sinto falta de um tempo que se foi, que permanece, que enobrece. Sinto falta dos momentos, das pessoas, da felicidade. É claro que ainda sou feliz, mas de uma forma diferente, talvez! Mas o melhor disso tudo, é saber que quando bate uma nostalgia é só remexer lá no coração que a gente vê tudo guardadinho... sempre e pra sempre!
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Eu já tinha ouvido dizer que quando chegamos num local para trabalhar acabamos por constituir não apenas colegas de trabalho, mas amigos que acabam por se tornar membros de família. Fazemos do ambiente de trabalho uma segunda casa. Nos habituamos com os móveis, com os artefatos, com o clima, com a rotina, com os prazeres... Para quem gosta de sua profissão, trabalhar é um prazer!
No dia 07 de agosto de 2007 começava uma nova etapa na vida de Mara Bianchetti. Ainda no 6º período da faculdade, nutria um certo preconceito para com a área de assessoria de comunicação. Gostava mesmo era de imprensa, gravador, fonte e jornal impresso. Gostava era de papel. Gostava era de ser jornalista e não atender aos jornalistas.
Pois bem, naquele dia tudo estava por mudar. A partir daquele momento a comunicação organizacional ganhava espaço no coração da jovem estudante e, ao mesmo tempo em que releases, press kits e famturs passavam a ter outro significado em sua vida.
O assunto era o mesmo: turismo. Se jornalismo sempre fora amor, turismo passava a ser paixão. E agora ela tinha uma visão diferenciada, uma visão do lado de cá da empresa, ou do órgão. Agora ela aprendia o sentido e valor de novos verbos: vivenciar era o principal. Em turismo não basta conhecer, tem que viver. E assim aprendeu a sentir Minas Gerais. E aprendeu com toda a equipe da Setur.
Os textos não podiam ter a mesma carga poética como costumava fazer. Agora era coisa direta, certa e precisa. E assim foi aprendendo com suas colegas de comunicação e com os companheiros de cada setor.
Um ano se passou e ela está por se formar. O amor pelo jornalismo continua o mesmo. A paixão pelo turismo cada vez maior. As oportunidades começam a aparecer e o sonho a se tornar real. O frio na barriga surge junto. É o receio do novo, do desconhecido. Mas é chegada a hora de arriscar. É chegada a hora de fazer valer o que aprendeu nos quatro anos de curso e nas noites em que sonhara com redação. É chegada a hora de inovar. É chegada a hora de deixar o medo de lado e seguir seu caminho...
E assim Mara Bianchetti se despede da Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais. Em tempo, pede para avisar aos colegas de trabalho que sentirá muitas saudades e que de nada adiantaria o tempo que pelo órgão passou se não fossem os ensinamentos e o convívio com cada membro desta equipe que tudo faz pelo fomento do turismo no Estado.
Viva Minas Gerais!
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Me lembro de minha infância e de tudo o que já fez por mim...
De quando era você quem cuidava dos meus cabelos – lavava e secava. Eu em pé no sofá e você puxando meu cabelo sem nenhuma dó. Carinho de pai.
Me lembro de quando me deu minha primeira bicicleta. Ela era rosa, tinha cestinha e rodinhas. E eu tinha medo de andar, não conseguia me equilibrar e você me encorajava. Primeiro tirou uma rodinha, depois a outra, até que eu conseguisse descer aquela rampa da Epcar sem me desequilibrar. Lição de pai.
Me lembro de quando descobriu meu primeiro namorado. Desaprovou, claro. Eu era novinha, ele um moleque e você, pai. Um conjunto que gerava preocupações. Até que na minha primeira desilusão – com o mesmo rapaz – você me disse em claro e bom som que tomasse cuidado com os homens, pois eles não prestavam. Conselho de pai.
Me lembro das lições de matemática, física e química que insistia em me ensinar. As expressões que eu não encontrava o resultado, o limite e a derivada que não entravam em minha cabeça, o mol que não me deixava descansar. E quando atacava de professor de inglês? Sempre me falava: “você precisa entender a base. Você sabe o verbo to be?”. Palavra de pai.
Me lembro do brilho de seus olhos quando me viu subir naquele palanque para pegar meu diploma. As honras militares, o último desfile... a despedida acompanhada da continência fizeram nascer em você o sonho de me ver como você: militar. Sonho de pai.
Me lembro também de minha decepção ao não realizar o seu sonho por não ter sido aprovada no concurso da Aeronáutica. Talvez isso tenha sido uma providência Divina, para que o futuro pudesse nos apresentar tudo o que nos reservava. Esperança de pai.
Me lembro de seu sorriso e de seu orgulho ao ver meu nome assinando, pela primeira vez, uma matéria em um jornal. Lia, relia, apresentava a todos a jornalista que nascia ali. Orgulho de pai.
Me lembro da maneira como me surpreendeu quando, por um telefonema, eu lhe avisei que tinha sido reprovada no exame de direção. Foi sensato, sensível... “Paciência, minha filha”. Compreensão de pai.
Me lembro também da cara de espanto que fez quando me viu dirigir um carro pela primeira vez – mesmo já estando habilitada. E não posso negar, me lembro das poucas vezes que me deixou pegar seu carro – ainda não estivesse no mesmo para me acompanhar e ver como dirijo bem. Preocupação de pai.
Me lembro quando, num momento em que estávamos sós, me disse chorando, o quanto lhe custava partir e me deixar ficar. Poucas foram as vezes que o vi assim. E olha que depois que passamos a viver em cidades diferentes, isso quase sempre acontece. Saudade de pai.
Ah, eu me lembro de tanta coisa. Das vezes que colocou a mim e ao Angelo de castigo para pararmos de brigar; dos conselhos a cada namoro terminado; dos conselhos a cada namoro reatado; dos puxões de orelha; das risadas; das cervejas; dos tira-gostos; dos mexidos na panela de pedra dado na boca de cada um; dos cafés na cama em dia de domingo; dos copos d’água no meio da madrugada. Por falar em madrugada, me lembro também das noites em que te acordei para, em algum lugar, me buscar; e das que não te deixei dormir, pela preocupação de não chegar. Amor de pai.
Sei que ainda terei muito o que lembrar. Conquistas, lembranças, conselhos e conselhos ainda farão parte desta história que construímos juntos já há 22 anos e que depende de ti.
E ao terminar esse ensaio de lembranças, vejo que pela folha escorre uma lágrima. Lágrima da saudade, do orgulho, da felicidade. Tudo isso, por saber que tudo o que hoje sou, devo a você.
... E de repente, a emoção não mais me deixa criar... mas sempre me lembrarei.
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Mara Bianchetti
E quando se deparou com a imagem sentiu um aperto no peito. Poderia ser um lapso nervoso, um infarto ou qualquer coisa do tipo, mas não. Era mais do que isso. Não era amor, não era paixão. Talvez fosse saudade, somente. Mente. Mentiras. Mentiu? Não, não pode ser. Então o que foi? Quando foi? E por que deixou de ser? Já foi? Chegou a ser? Não sei.
Esse foi o misto de pensamentos diante das fotos que Maria encontrou jogadas naquele álbum azul. Por um momento sentiu-se zonza, sem entender o que se passava. Até que encontrou o foco e visualizou da melhor (ou pior) maneira possível a realidade que só ela não conseguira enxergar: Antônio havia sim encontrado o seu verdadeiro amor.
Mas seria aquilo algo que se pudesse chamar de amor? O que se entende por amor? O certo é que Maria também nunca tivera certeza de seu sentimento. Ficava sempre entre a cruz e a espada e não decidia se o acompanhava em suas escaladas mundo afora ou se mantinha sua vida pacata no interior de Minas Gerais. A verdade é que agora já não adiantava mais ela ter certeza.
“É Maria, agora você vai sentir na pele o que ele sentiu”. E Maria pensava: “não, ele não vai me esquecer. Ele não vai me ignorar. Ele não vai deixar de me amar assim”. Doce ilusão. Antônio não mais ligara, não mais procurara Maria nem para um bate-papo rápido via Skype, como eles fizeram durante anos nas madrugadas que não conseguiam dormir. Maria não queria acreditar, mas o fato era que a sua era de favorita havia terminado ali.
Ali naquele momento em que ele conhecera ela. Ela era a outra. Ela era quem assombrava o sonho (e a realidade de Maria). Ela era quem Maria, por um momento, desejou ser. Mas não é. “Também, bem feito pra mim. Por que não me entreguei mais? Por que não disse o quanto o amava? Agora é tarde”. Ou não.
O que Maria não sabia era que Antônio havia se jogado nos braços d’ela por não ter outra opção. Poxa, um atleta também é feito de carne, osso e coração. Um esportista também tem sentimentos. E Antônio nutria um muito especial por Maria... “pena ela nunca ter me levado a sério. Também pudera, eu nunca colaborei”.
E naquele mesmo momento em que Maria remexeia a caixa de fotografias e via aquele álbum azul, Antônio fazia o mesmo na casa de sua mãe. Revia fotos e cartas de amor que recebera um dia de Maria... e eis que também encontrou ali algo que seu coração fazia de tudo para esquecer: o maldito convite de casamento de seu único e verdadeiro amor...
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Hoje acordei com a sensação de que dia 15 de julho fosse a metade do ano. Viajei. Então me lembrei que no ano passado fiz um texto sobre o marco entre a primeira e a segunda metade do ano. Então fui lá procurar!
Vejam só, a real metade do ano se dá no dia 02 de julho, por isso a confusão... Por isso quê, Mara? Não há justificativa, foi somente um conflito de sua mente, oras! E é verdade.
De acordo com a Wikipédia, aquela enciclopédia on line, 2 de julho é o 183° dia do ano no calendário gregoriano (184º em anos bissextos) e por isso, faltam 182 para acabar o ano. “Por haver 182 dias antes e 182 depois, este é o dia do meio do ano (182 + 1 + 182 = 365). Numérica e astrologicamente, é uma oposição da passagem do sol entre os dias 31 da noite de ano novo e o 1º dia de ano novo”, é o que consta no site.
Pois bem, já que já se passaram 13 dias da real metade do ano, eis que proponho acelerarmos nossas idéias, vontades, mudanças e o que mais for. É que se no dia 02/07 faltavam 182 dias para acabar o ano, em 15/07 faltam 169, certo? Certíssimo! Por isso é chegada a hora de acelerar.
A minha parte estou fazendo. 2008 é um ano decisivo em minha vida – como todos os outros, eu sei, mas este é especial. Afinal, é o ano em que muita coisa mudou. Passei a morar sem papai e mamãe e comecei a dividir um apartamento com duas amigas. Tomei uma séria decisão e resolvi fazer meu Trabalho de Conclusão de Curso sozinha. Iniciei minha monografia. Voltei a falar sobre meus sentimentos, sobre a saudade. E ainda tem muito por vir...
2008 ainda guarda muitos acontecimentos. Alguns já despontam por aí e começam a tomar forma. São novidades, propostas, esperanças, sonhos e realidade. Na verdade, um misto de emoções e realizações. 2008 ainda tem a finalização do meu tão amado curso de jornalismo. 2008 ainda tem o casamento de uma prima especial. 2008 ainda tem a possível e feliz transferência do meu irmão. 2008 ainda tem muito trabalho. 2008 ainda tem gastos. 2008 ainda tem muito a oferecer e a pedir.
E você, o que tem feito para que seu ano de 2008 termine da melhor forma? Tem trabalhado, agido e feito de tudo para ser feliz? É preciso agilizar. E para este ano que ainda corre, peço uma atenção especial: olhem e rezem por nossas crianças. Temos visto muitas tragédias e calamidades envolvendo os pequeninos e se não mudarmos esse cenário nossa vida não vai poder continuar.
Então está combinado. Faço minha parte daqui. Você faz sua parte daí. Trabalho do meu jeito, realizo meus sonhos, contorno meus obstáculos e continuo sendo uma pessoa feliz. E você trabalha do meu jeito, realiza seus sonhos, contorna seus obstáculos e continua sendo uma pessoa feliz. Pedras sempre encontraremos em nosso caminho, basta sabermos delas cuidar. Afinal, já dizia o poeta: “No meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho...” E nem por isso, ele deixou de seguir.
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E naquele momento a música falou por mim...
[...]
Não adiantou pensar, repensar e pensar de novo. Relembrar tudo o que acontecera nos últimos anos, tudo o que eu fiz e desfiz. Tudo o que você fez e desfez. A música soou, ecoou e por um momento me transportou para um futuro passado que talvez nunca volte a ser presente.
Será que foi mesmo um ato impensado? Ou aquilo fazia parte de uma sucessão de impulsos controlados e vontades contidas? Eu não sabia responder. Somente agi. Não. Fiz a máquina agir por mim. “O problema de vocês, Mara, é que sempre se escondem atrás das máquinas”, disse sabiamente, uma voz amiga ao coração.
Não adianta negar, esconder, se conter ou enganar. A verdade é que a música foi uma forma de escape que encontrei para manifestar aquilo que meu coração pedia há tempos.
A mensagem. O silêncio. A resposta. A pergunta. A confissão. E o fim. Este foi o trajeto, trajeto que arrancou sorrisos, derramou lágrimas e despertou a esperança – mesmo que só por um momento.
Aquele foi o momento. Momento de lembranças. “Já imaginou se você tivesse ouvido essas palavras, ao invés de tê-las lido? Não seria muito melhor?”. É, seria. Mas não foi. E eu me contentei com o que tive. Ora, sempre achei que nada teria. Já pensou se não tivesse recebido uma resposta? “Você precisa saber é que fez a sua parte. Isso já é o suficiente”. Mas não consigo pensar assim. E talvez por isso, é que siga pensando sempre que poderia ter feito diferente.
A voz alerta: “Não desista, vá além! Você não tem o caminho, o meio? Tudo o que você disse aqui é muito lindo, mas não somos nós que temos que ouvir, é ele – o seu amigo”.
Algumas palavras tomaram conta de mim e, a cada dia, seguem fazendo com que eu renove atitudes e tente me encorajar...
A última lição?
“Mara, não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje. Liga pra ele”!
[...]
Mas confesso, ainda falta-me coragem! Quem sabe um dia...
Segue abaixo, a letra da música, que tudo proporcionou:
NÃO VÁ EMBORA
Manno Góes
Vamos deixar as janelas abertas,
vamos voltar à falar de amor,
vamos usar as palavras certas,
não vamos mais querer saber quem errou.
Vamos nos ter de novo com mais respeito,
tentar fingir que nada mudou,
curar a dor que dá no peito,
deixar para lá o que passou, passou
Lembro dias tão perfeitos
Tão perfeita essa paixão,
Tudo tinha nosso jeito
Tudo tinha coração...
Não queria esse medo não queria a solidão.
Não vá embora, não vá embora não.(2x)
Lembro dias tão perfeitos
Tão perfeita essa paixão,
Tudo tinha nosso jeito
Tudo tinha coração
Não queria esse medo não queria a solidão.
Não vá embora, não vá embora não
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Mara Bianchetti
Julho de 2008. Férias. Férias da faculdade e da escola. Para alguns, do serviço também, por que não? Para outros, uma pausa quase que insignificante, afinal, de que adianta ter de cumprir um compromisso de meio dia às 18hs? Lá se foi o dia, já que o estudante dorme até as 10.
Julho deveria ser decretado como o mês das férias. Mas não como hoje é. Deveria ser algo mais rígido, registrado: em julho ninguém trabalha, ninguém estuda. Todo mundo fica em casa para curtir um friozinho gostoso com o namorado. Ou tira um tempinho para ver os pais que moram em outra cidade.
Tudo bem, tudo bem, a cidade viraria um caos. Nada de pão quentinho na padaria, nada de noticiário na TV – só programas gravados ou um bom filme vindo da locadora, já que os cinemas e shoppings center’s também não teriam funcionários cumprindo expediente. Em contrapartida, o trânsito seria uma beleza, já pensou? Nada de carros engalfinhados em filas duplas e tudo mais, muito menos, homenzinhos da BH Trans para encher o saco e multar quem andar certo (ou errado, vai saber). Mas onde iríamos então? Iríamos ao parque, à Lagoa da Pampulha. Iríamos em a algum lugar, contemplar o por-do-sol. E veja bem: para contemplar a natureza não é preciso trabalhador.
Assim, os dias de inverno seriam mais gostosos, seriam mais proveitosos. Não ter hora para dormir, nada de compromissos ao acordar... que o ser humano resolva tudo o que tiver de resolver antes ou depois do mês do descanso, o mês do “saco-cheio” ou, o mês do amor. Amor próprio, amor de irmão, de namorado, de pai, de mãe, de amigo... o mês do reencontro. O mês da felicidade. Eu queria ver quem é que diria não ter tempo de visitar um antigo visinho ou de arrumar o guarda-roupas. Eu queria ver quem é que teria coragem de retomar ao trabalho sem disposição. Eu queria ver quem é que não seria feliz.
Eu, particularmente adoraria, ainda mais, o mês de julho. Imagine... poderia reunir com toda a família, namorar bem quentinho debaixo do cobertor, passar mais do que uma semana com meus pais... comemoraria mais um aniversário da minha avó, de uma prima especial, de amigos insubstituíveis. Teria mais ânimo para criar, para escrever. Seria mais assídua em minhas publicações. Teria mais tempo. Tempo?
Pois bem, falta-nos tempo. E sabemos que um mês do descanso, um mês do “saco-cheio” ou, um mês do amor universal não seria possível. Não agora. Por isso, é preciso que cada um renove o tempo. É preciso que cada qual organize a sua agenda, de forma que tudo fique nos conformes.
Vamos fazer um acordo? Eu arrumo o meu, você arruma o seu. Eu te visito, conheço a sua filha, cumpro o que me pediu no trabalho, entrego mais uma etapa da minha monografia, namoro você, cuido de você, revejo papai, mamãe, irmão... tudo isso sem enlouquecer, afinal, “o que é a vida, senão uma série de loucuras inspiradas?”. (George B. Shaw). E no final, ficamos por reclamar pela falta de tempo, pela correria ou pela oportunidade que passou. O melhor a fazer? Distribuir o tempo, driblar o tempo, organizar o tempo. Vai saber. O tempo é o rei da razão. Pois bem, pergunte a ele e seja feliz! Amém.
.:: Porque escrever é uma arte ::.
Mara Bianchetti

Atrações quentes no roteiro de inverno em Minas Gerais oferecem festivais, gastronomia, adrenalina, hospitalidade e aventura por todo o Estado
Uma diversidade de atrações espera por quem escolhe viajar por Minas Gerais no inverno de 2008. O Estado oferece opções de turismo histórico, cultural, gastronômico, natural, rural e de aventura. Em Minas, os 853 municípios se preparam para receber os turistas na estação mais aconchegante do ano, quando a característica mais marcante do povo mineiro – a de bem receber – pode ser reconhecida.
A Secretaria de Estado de Turismo preparou sugestões de roteiros para que o turista possa curtir a próxima estação em Minas. Faça suas malas ou arrume a sua mochila. Escolha seu destino e venha viver o inverno de Minas Gerais!
Festivais de Inverno
Já é tradição em Minas Gerais: na estação mais fria do ano, diversas cidades históricas do Estado realizam seus festivais de inverno. Ouro Preto, Mariana, Diamantina e São João del-Rei, nos Circuitos Turísticos do Ouro, Diamantes e Trilha dos Inconfidentes, são alguns exemplos de destinos onde os festivais recebem grande público interessado na programação de arte integrada, que inclui atividades gratuitas, como shows, oficinas e exposições.
O mais conhecido é o de Ouro Preto e Mariana que, este ano, vem com o tema: “Aleijadinho, talentos e mitos do Brasil”. O festival atrai milhares de pessoas e acontece de 08 a 27 de julho, simultaneamente com o Fórum das Artes, nas duas cidades.
Ainda dentro das atrações da próxima estação em Minas, o 40º Festival de Inverno da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) será realizado em Diamantina, de 13 a 26 de julho, com o tema “Arte: essencial”.
Festas Juninas
Famosas pelo resgate cultural e folclórico que proporcionam, as festas juninas esquentam o inverno dos mineiros nos meses de junho e julho. Além das belíssimas apresentações de quadrilha, da comida típica (como quentão, pipoca, canjica, pamonha, milho-verde e tradicionais doces mineiros), as festividades atraem centenas de pessoas às cidades do interior e também à capital mineira.
No Circuito Turístico do Ouro, Itabirito realiza a Julifest, no mês de julho, que transforma o centro da cidade em um lindo arraial com danças e comidas típicas, barracas decorativas, shows, bandeirinhas e muita animação.
Mas não pára por aí. Belo Horizonte se destaca nacionalmente pelo Arraial de Belô, festa realizada na Praça da Estação que conta com shows, barracas de comidas típicas e a participação de grupos de quadrilha de todo o país. Em sua 30ª edição, a organização da festa espera receber 75 mil pessoas para os três dias de evento que, acontece de 13 a 15 de junho. E este ano, a Estrada Real – maior rota turística do Brasil, será tema da quadrilha São Mateus, que promete homenagear os atrativos turísticos da Estrada na música e na vestimenta dos componentes.
Baixas temperaturas e calor humano
A cidade de Maria da Fé e o distrito de Monte Verde (que pertence ao município de Camanducaia), localizadas nos Circuito Turístico Caminhos do Sul de Minas e Serras Verdes do Sul de Minas, na Serra da Mantiqueira, destacam-se pelas baixas temperaturas. O clima frio dá à região ar romântico e encantador.
Maria da Fé é um destino turístico para o ano inteiro. Mas no inverno as opções se tornam mais charmosas. Na cidade, diversos atrativos são capazes de fazer com que qualquer turista esqueça o frio: a diversidade e a riqueza dos artesanatos de fibra, as igrejas, o Centro Cultural e o mirante natural.
Já em Monte Verde, no alto da Serra da Mantiqueira, a gastronomia chama a atenção e ganha toques especiais no inverno. Os restaurantes e casas de chá fazem do distrito um verdadeiro paraíso gastronômico, com especialidades européias – como fondues, raclettes, apfelstrudels – que integram quase todos os cardápios dos restaurantes locais.
Pico da Bandeira
Para os turistas que não dispensam belas paisagens, adrenalina e baixas temperaturas, o Parque Nacional do Caparaó é o destino certo. Localizado na Região da Zona da Mata mineira, abriga o terceiro ponto mais alto do Brasil: o Pico da Bandeira, com 2.891 metros de altitude.
A subida até o cume do pico dura cerca de 9h, compensadas por várias cachoeiras e piscinas naturais que existem ao longo do percurso. No final, um presente de tirar o fôlego: a visão privilegiada de um mar de nuvens.
Uma gastronomia que não dá pra explicar
A culinária, incrementada por temperos e sabores, regados por causos e aperitivos, é típica de Minas Gerais. É na cozinha, em meio ao calor do fogo e ao calor humano, que o mineiro, com a costumeira hospitalidade, recebe suas visitas.
E é no inverno que a gastronomia mineira revela seus mais incríveis sabores. Canjica, caldos, quentão, frango ao molho pardo, pastel de angu, leitão à pururuca, galinhada, carne de sol, peixada, doces caseiros, queijos e café com rapadura...
Os ingredientes são produtos da terra, como o milho, a pimenta, quiabo, feijão, couve, acompanhados das mais variadas carnes. Entremeio a tudo isso, a legítima cachaça artesanal mineira ou um belo vinho para esquentar.
Por falar em vinho...
Com a estação mais fria do ano chega também às Minas Gerais a temporada dos festivais de vinho. A região do Circuito Turístico Serra do Cipó, a 100 km de Belo Horizonte, e a cidade de Andradas, no Circuito Turístico Caminhos Gerais, realizam seus festivais com rica gastronomia e uma carta de vinhos de dar água na boca.
Em sua segunda edição, o Festival de Vinhos da Serra do Cipó reúne música, natureza, arte e gastronomia. Realizado nos municípios de Santana do Riacho, Jaboticatubas, Conceição do Mato Dentro e Itabira, o festival teve início em 24 de maio e vai até 29 de junho – sempre nos finais de semana.
No Circuito Turístico Caminhos Gerais, a cidade de Andradas realiza de 24 a 27 de julho, a Festa do Vinho. Na ocasião, visitantes têm a oportunidade de degustar e conhecer os vinhos andradenses, além de curtir o clima aconchegante que a cidade oferece.
Os festivais são a oportunidade de o turista conhecer destinos turísticos, curtir boa música, degustar vinhos e acompanhar as apresentações, que reúnem entretenimento e cultura num só lugar.
Este foi um dos últimos releases que fiz aqui na Setur. Muitos jornais e sites aproveitaram a pauta, outros, mais ainda, aproveitaram o release inteiro. Minas Gerais agradece! E eu também!
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Mara Bianchetti

Aquela que sonha, que chora, que engana. Engana por surpreender. Surpreender muita gente que diz dela não gostar. Aquela que fala, que aparece, que enobrece, que quer em um futuro brilhante apostar. Aquela que é feita de amores, tristezas e saudades.
Aquela que transmite felicidade e que talvez por isso atraia tanta gente (in)feliz. Aquela que come, dorme, toma banho e faz as unhas. Que adora suas unhas, apesar deseja-las a outra maneira. Aquela que curte AXÉ, mas ouve o que tiver que ouvir. Aquela que gosta de pimenta, que apimenta e já fez chorar.
Aquela que não gosta de seus pés, adora seus cabelos e suas pernas. Aquela que ama e odeia suas pintas – várias pintas. Aquela que já morou no interior do Estado e no Rio Grande do Sul. Aquela que tem um cachorro lindo e esquisito, que odeia mosquito e adora a cor azul.
Aquela que prefere a cor de rosa. Aquela que é espírita, que tem medo da morte, que acredita na sorte, mas duvida do acaso. Aquela que adora um caso, principalmente se vindo de sua avó. Aquela que nasceu em Barbacena, se gosta morena, mas loira já tentou ficar.
Aquela que pega ônibus, que anda a pé, mas sabe dirigir. Aquela que adora criança, se apaixona por bebês, mas tem aversão em pensar que irão crescer. Mantém distância de pré-adolescentes, é melhor assim. Aquela que já foi fã de Sandy & Junior e hoje não perde um show do JAMMIL.
Aquela que já escutou música por modinha e até aprendeu a dançar. Aquela que é criticada, mas não esconde suas preferências – mesmo que se por conseqüência a alguém decepcionar. Aquela que aprende, ensina, que erra e acerta. Aquela que gosta de sol, de chuva e chupa limão com sal.
Aquela que usa blush. Aquela que escreve em movimento e que põe a imaginação para movimentar. Aquela que escolheu e foi escolhida. Aquela que sente amor pelo jornalismo e paixão por turismo. Aquela que ama tudo o que faz e faz tudo o que ama.
Aquela que não é santa, mas que tenta se enquadrar. Aquela que é séria, mas ri a toa e que sonha em pular de pára-quedas. Aquela que anda pelo centro da cidade desconfiada e que tem medo de ficar sozinha. Aquela que briga muito com seu irmão, troca confidências com sua mãe e admira profundamente o seu pai.
Aquela que adora bolsas, colecionava anjos e ama tirar fotos. Aquela que tem blog, orkut, msn e que sente falta das pessoas que passaram por sua vida. Aquela que
Aquela que evita saltos, mas admira quem os usa bem. Aquela que estudou
Aquela que lê tudo o que pode, mas gostaria de ler mais. Aquela que já lutou, dançou e jogou vôlei. Aquela que pensa na vida, na morte, na presença, na ausência e em tudo que na vida dela aparecer.
Aquela.
A que ela sempre quis ser!
Aquela que hoje faz 22 aninhos e mostra agora um pouco de si!
.:: Porque escrever é uma arte ::.
Mara Bianchetti
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